quinta-feira, novembro 01, 2018

Vista chinesa e Mesa do Imperador

.
Hoje e antigamente




                                                                                                  by São Google Maps
                                                      e Álbum da cidade do Rio de Janeiro 1822-1922

sábado, abril 28, 2018

quarta-feira, fevereiro 14, 2018

Texto de Millor Fernandes de 2005

O Lula veio de baixo, é um homem de origem humilde, mas o partido dele tem 25 anos. 
Se não foi no primeiro, no segundo ou no terceiro ano, em algum momento ele passou 
a receber dinheiro, até como forma de salário do PT. 
Ora, Lula tem 59 anos. Há 25 anos, tinha 34. Com essa idade ainda se pode ir para o colégio. Passei mais fome do que ele, a diferença é que eu era carioca. 
Meu pai morreu quando eu tinha 1 ano, minha mãe, quando eu tinha 10, nós descemos 
de classe média para proletariado e depois para lumpesinato. Não havia literalmente 
o que comer, e nem por isso fiquei me queixando. 
Quando passei de 100 para 300 réis de salário, ia para o curso do 
Liceu de Artes e Ofícios e pagava para estudar. 
Não fiquei esperando o Estado bancar.

Snoopy é o máximo


domingo, agosto 13, 2017

1954

Salto do bonde na esquina das ruas Pedro Américo e Catete.
Passo pela delegacia da esquina, ando mais dois minutos e chego na entrada do colégio Zaccaria. O reitor está na porta explicando para algumas mães que hoje não haverá aulas, e rapidinho a gente vê um movimento grande mais adiante, no Palácio do Catete. E ficamos sabendo que o Getúlio Vargas morreu.
Oba, tô lá sabendo de política, quero voltar para casa e aproveitar a folga.
Pego o bonde 3, o Águas Férreas, de volta para casa. Próxima parada, depois do ponto em frente à rua Cardoso Júnior, é em frente à casa da família Sauer, onde anos depois ouviríamos nas festinhas de música um magrinho de mãos enormes tocando saxofone: Vitor Assis Brasil.
Na esquina, na casa da família Pullen Parente, que hoje é o Mamma Rosa, o caçula olhava o bonde passar. Era o Pedro. Hoje é presidente da Petrobras.
Próxima parada: em frente ao colégio Sion e da casa onde morou Machado de Assis.
O bonde para a seguir em frente ao casarão da família Bezerra de Mello, que mais parece a Casa Branca. Do outro lado da rua a casa do Rubens Berardo, que foi dono da TV Continental.
E segue o bonde, passando pela Bica da Rainha e pela casa do embaixador Osvaldo Aranha, que presidiu a primeira sessão da ONU em 1947.
O bonde para em frente à igreja de São Judas Tadeu, então uma capelinha que o padre Góes transformou num templo imenso ao longo dos anos. Salto, atravesso e subo a rua Smith de Vasconcelos, onde moro.
Passo pela casa do Paulo Boavista, do banco Boavista, pela casa dos Xavier de Brito, onde padre Góes celebrava missas antes de ter sua capelinha e sigo para casa.
Se tivesse continuado no bonde iria até o final do Cosme Velho, passando pela casa do Austregésilo de Athayde, presidente da ABL, e pela casa do escritor e historiador Marcos Carneiro de Mendonça, a Casa dos Abacaxis. Em 1914, com 19 anos, foi o primeiro goleiro da seleção brasileira de futebol, e era pai da Bárbara Heliodora, que morava em frente, no Beco do Boticário. No final, onde o bonde fazia o retorno, existe hoje o viaduto que une as duas galerias do túnel Rebouças. O local era simples, apenas um boteco e dois prédios baixos. Ao fundo, na rua Cosme Velho, que continua à direita, podíamos ver o muro da casa do Roberto Marinho.
Chego em casa, mudo de roupa e quero descer para brincar com os amigos.
Da janela do nosso apartamento vejo a varanda dos fundos de outra casa da nossa rua, ao lado da casa dos Boavista. Uma jovem senhora desce o varal e pendura uma toalha. Era a Cecília Meirelles.

terça-feira, dezembro 20, 2016

domingo, novembro 06, 2016

Frederico Figner

Fred Figner

OS GRAMOFONES

Frederico Figner nasceu em dezembro de 1866 em Milewko, na então
Tcheco-Eslováquia.  Ainda muito jovem e buscando ampliar seus 
horizontes migrou para os Estados Unidos, 
chegando ao país no momento em que Thomas Edison estava lançando um 
aparelho que  registrava e reproduzia sons por intermédio de cilindros giratórios.
Fascinado pela novidade, adquiriu um desses equipamentos e vários rolos de 

gravação, embarcando com sua preciosa carga em um navio rumo a Belém 
do Pará, onde chegou em 1891 sem conhecer uma única palavra do Português.
Naquela cidade começou a exibir a novidade para o público, que pagava para 
registrar e escutar a própria voz.
O sucesso foi imediato e, de Belém, Fred se dirigiu para outras praças, 
sempre com o gravador a tiracolo.
Passou por Manaus, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife e Salvador antes de 
chegar ao Rio de Janeiro, no ano seguinte, já falando e entendendo um 
pouquinho do nosso idioma e com um razoável pé de meia.
Na Cidade Maravilhosa, Figner abriu sua primeira loja, a Casa Edison, 

em um sobrado  da Rua Uruguaiana, onde importava e comercializava 
esses primeiros fonógrafos.


Comercial da Casa Edison da Rua Uruguaiana

CASA EDISON 

Por essa mesma época o cientista judeu Emile Berliner tinha acabado 

de lançar nos Estados Unidos um equipamento de gravação que utilizava discos 
revestidos com cera,com qualidade sonora superior ao do aparelho de Thomas Edison.
Fred Figner percebeu de imediato o potencial da nova invenção e transferiu seu 
estabelecimento de um sobrado da Rua Uruguaiana para uma loja térrea 
na tradicional Rua do Ouvidor, onde abriu o primeiro estúdio de gravação 
e varejo de discos do Brasil, em 1900. 

Casa Edison da Rua do Ouvidor 

OS PRIMEIROS DISCOS

Os discos fabricados por Figner nessa fase inicial utilizavam cera de carnaúba, 

eram gravados em apenas uma das faces e tocados em vitrolas movidas a manivela.
Apesar das limitações técnicas, essa iniciativa representou uma verdadeira

 revolução  para a música popular brasileira, que engatinhava, pois até então os 
artistas só podiam  se apresentar ao vivo ou comercializar suas criações por 
intermédio de partituras impressas.
O primeiro disco brasileiro foi gravado na Casa Edison pelo cantor 
Manuel Pedro dos Santos, o Bahiano,em 1902.
Era o lundu “Isto é Bom”, de autoria do seu conterrâneo Xisto da Bahia.
A partir daí mais e mais artistas começaram a gravar suas composições em 

discos que eram distribuídos pela Casa Edison do Rio e também pela filial que 
Figner havia aberto em São Paulo.
A procura pelos discos cresceu tanto que em 1913 Fred decidiu instalar uma 
indústria fonográfica de grande porte na Av. 28 de Setembro, Vila Isabel, 
dando origem ao consagrado selo Odeon.


Discos Odeon


A MANSÃO FIGNER 

Fred Figner era um homem à frente do seu tempo e para coroar o sucesso nos 

negócios decidiu erguer uma residência que espelhasse seu perfil  empreendedor.
A hoje conhecida Mansão Figner, na Rua Marquês de Abrantes 99, no Flamengo, 

abrigao Centro Cultural Arte-Sesc e o restaurante Bistrô do Senac.
É considerada um exemplo arquitetônico raro de 

“casa burguesa do início do século 20”.
Fred Figner utilizou-a como hospital, em 1918, durante a pandemia 
conhecida como Gripe Espanhola.
Apesar dele próprio estar acometido pela enfermidade, atuou como um 
prestativo auxiliar de enfermagem, transformando seu palacete 
em uma improvisada enfermaria de campanha que chegou a abrigar quatorze 
pacientes em seu interior. 

Mansão Figner Hoje 

         RETIRO DOS ARTISTAS 

Fred era um homem generoso e solidário.
Pela própria natureza do trabalho nas suas duas gravadoras havia se 

tornadoamigo de muitos músicos e cantores de sucesso.
Em uma época que antecedeu à criação da Previdência, 
ficou consternado com a situação de penúria
que alguns desses artistas tinham de enfrentar ao chegar à velhice.
Sensibilizado com esse verdadeiro drama social, não titubeou e decidiu 

doar o terreno, em Jacarepaguá, para a construção da modelar instituição 
Retiro dos Artistas, que funciona até os dias de hoje. 

Retiro dos Artistas em Jacarepaguá
             
 O FINAL 

Em 19 de janeiro de 1947, quando faleceu, aos 81 anos de idade, ao se abrir 

seu testamento, verificou-se que Fred Figner havia destinado parte substancial dos 
seus bens às obras sociais de Chico Xavier.
O jornal carioca A Noite Ilustrada publicou editorial em que o 

judeu Frederico Figner foi honrado, post-mortem, com o merecido título de 
 “o mais brasileiro de todos os estrangeiros”.

Obrigado Danrley

quinta-feira, abril 28, 2016

domingo, fevereiro 07, 2016

Carnaval 2016. Olha a Unidos do Paraíso ai, gente!


Como todos (meus 3 leitores) sabem, não torço por escola de samba nem time de futebol.
Isto me permite fugir de papos chatos e repetitivos.
Gosto de falar sobre ciclismo, mas quase ninguém entende do assunto, e a conversa não rola. Dez segundos, se tanto.
É bom porque sobra tempo para as minhas coisas.

Mas este ano resolvi ser menos radical e fazer o que quase todos fazem. Escolhi uma escola e decidi mergulhar de cabeça nela, não só durante os quatro dias de carnaval, mas da 6a. feira anterior até o sábado do desfile das campeãs. Ou seja, me esbaldarei durante oito dias. Mas não terei ressaca. De fato, acabo a experiência alegre e descansado. Acho que vou repeti-la no ano que vem. Minha escola? Vejam só:
 
Barracão.



Carnavalesca.

Camarote.

Comissão de frente.

Porta bandeira.

Alegoria de mão.

Dispersão.

Camarote dos jurados.

Intérprete.
Música.

Bem, acho que tá completo.
Ou tá faltando alguma coisa?
Ah, sim, os ensaios da Unidos do Paraíso são em Corrêas.

terça-feira, dezembro 29, 2015

Oba, não vou!

Réveillon em Copacabana:
Chamar de cafona é elogio!
Mau gosto mesmo.

domingo, dezembro 27, 2015

Próxima parada: BREJO

Segundo presidente Ernesto Geisel, a abertura era um processo
“lento, gradual e seguro” que pretendia criar
uma distensão na situação política do país.
Acho que a economia do Brasil também segue
o mesmo caminho lento, gradual e seguro.
Destino: BREJO!

Clique na imagem para aumentá-la

sábado, outubro 31, 2015

quarta-feira, maio 13, 2015

terça-feira, março 31, 2015

Lugar comum


O lugar-comum (ou chavão ou clichê) é a frase, imagem, construção ou combinação de palavras que se torna desgastada pela repetição excessiva e perde a força original.
Deve ser evitado a todo custo, pois transmite uma ideia de texto superado, envelhecido e sem imaginação.  
Exemplos: agregar valor, via de regra, diferenciado, a nível de e viés.

3 frases para reflexão


Toda generalização é perigosa. Inclusive esta.  
Alexandre Dumas Filho

Uma coisa boa sobre os egocêntricos: eles nunca falam de outras pessoas.  
Roberto Duailibi

Fazer política é namorar homem.
Rubem Braga

domingo, março 01, 2015

Rio 450: Oba, não fui!

A Prefeitura promoveu em 28/02 um show na Quinta da
Boa Vista para comemorar os 450 anos da minha
cidade. Oba, não fui!
Imaginem: Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho, Fernanda Abreu,
Ana Carolina, Erasmo Carlos, Baby Consuelo,
um tal de D2 (código?)...
Uma moça de nome Vanessa da Mata estragou a
belíssima "Corcovado", de Tom Jobim.
(Vanessa é do Mato Grosso, Ana Carolina de Juiz de Fora.
Baby Consuelo finge que é baiana, mas nasceu em Niterói
e podia ter aprendido com outra fera de lá (Sérgio Mendes).
Essa turma não me representa).
OK, teve o Paulinho da Viola, fera. E Gil e Caetano.
Mas o resto...
.
Meu Rio tem Ivan Lins, Joyce, Peranzzetta,
Mauro Senise, Cristóvão Bastos, Roberto Menescal,
Marcos Valle, Ed Motta, Leny Andrade, Edu Lobo, 
Eumir Deodato e
Dori, Nana e Danilo Caymmi.
Que certamente tocariam e cantariam Tom, Vinícius,
Johnny Alf, Antonio Maria e outros bambas.