terça-feira, julho 09, 2019
quinta-feira, abril 04, 2019
Já entendi de ciclismo um dia... (3)
Pedalando de meia noite às 7 da matina...
Sou eu mesmo de boné em primeiro plano na foto.
A reportagem do JB é de 13/04/1984, e fala da medição do percurso da maratona do Rio. Naquele ano, o diretor da maratona de Nova Iorque veio ao Brasil para oficializar o evento e supervisionar a medição do percurso. Ele era também diretor técnico da Associação Internacional de Maratonas, e trabalhou junto com meu contemporâneo de PUC e amigo José Rodolfo Eichler. Para quem não sabe, Eichler é um engenheiro formado na PUC do Rio que vive hoje em São Paulo. É Assessor de Corridas de Rua da Confederação Brasileira de Atletismo e único brasileiro Oficial Internacional de Cross Country e Corridas de Rua. E é o único medidor oficial com grau “A”, dado pela IAAF/AIMS, na Comissão Nacional de Corridas de Rua.
Viaja pelo mundo inteiro como árbitro e conferencista.
Veja se entende onde ele normalmente trabalha:
IAAF delegátusok
Szervezési l Otto Klappert (GER)
Technikai David Bedford (GBR)
Orvosi/dopping Giuseppe Fischetto (ITA)
Sajtó Mark Butler (GBR)
Televíziós Ernest Obeng (GBR)
Zsűri Amadeo Francis (PUR)
Isaiah Kiplagat (KEN)
Irena Szewinska (POL)
Pályahitelesítő Hugh Jones (GBR)
ICRO Dave Cundy (AUS)
Jose Rodolfo Eichler (BRA)
Steifield trouxe os hodômetros Clain-Jones*, a última novidade na época, para adaptar nas bicicletas e medir com precisão o percurso. O Exército fez uma medição a laser na Av. Presidente Vargas, desde a esquina da Rio Branco até perto da Praça da República, e sinalizou com exatidão a distância de 1km. À meia-noite em ponto fizemos o percurso 4 vezes para aferir as bicicletas, e depois partimos para o Leme. Uma e meia da manhã começamos a percorrer o trajeto da maratona (do Leme, passando pelo Santos Dumont até a Perimetral pelo alto, retorno onde hoje é a cidade do samba, volta pelo Aterro, Av. Atlântica até o Leblon e retorno até a chegada no Leme).
A cada quilômetro parávamos e a marcação era feita pela bicicleta que tivesse ido mais longe, simulando as tangenciadas de meio-fio que os corredores fariam durante a prova. Tenho a honra de dizer que minha bicicleta sinalizou todos os marcos, pois os ciclistas profissionais de vez em quando aceleravam, e eu, o único amador, além de mais velho, fazia o percurso mais devagar e pensando o tempo todo como corredor a pé.
Chegamos de volta ao Leme às sete da matina. E ainda tive que pedalar até em casa, no Jardim Botânico. Confesso que naquele dia dormi o resto da manhã e a tarde toda!
* O hodômetro hoje se chama Jones/Oerth counter
José Rodolfo em foto de 2008...
José Rodolfo coordenando medição da 92ª Corrida Internacional de São Silvestre 2016:
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A reportagem do JB é de 13/04/1984, e fala da medição do percurso da maratona do Rio. Naquele ano, o diretor da maratona de Nova Iorque veio ao Brasil para oficializar o evento e supervisionar a medição do percurso. Ele era também diretor técnico da Associação Internacional de Maratonas, e trabalhou junto com meu contemporâneo de PUC e amigo José Rodolfo Eichler. Para quem não sabe, Eichler é um engenheiro formado na PUC do Rio que vive hoje em São Paulo. É Assessor de Corridas de Rua da Confederação Brasileira de Atletismo e único brasileiro Oficial Internacional de Cross Country e Corridas de Rua. E é o único medidor oficial com grau “A”, dado pela IAAF/AIMS, na Comissão Nacional de Corridas de Rua.
Viaja pelo mundo inteiro como árbitro e conferencista.
Veja se entende onde ele normalmente trabalha:
IAAF UTCAI FUTÓ VILÁGBAJNOKSÁG DEBRECEN
2006. OKTÓBER 8.
EGYÉBIAAF delegátusok
Szervezési l Otto Klappert (GER)
Technikai David Bedford (GBR)
Orvosi/dopping Giuseppe Fischetto (ITA)
Sajtó Mark Butler (GBR)
Televíziós Ernest Obeng (GBR)
Zsűri Amadeo Francis (PUR)
Isaiah Kiplagat (KEN)
Irena Szewinska (POL)
Pályahitelesítő Hugh Jones (GBR)
ICRO Dave Cundy (AUS)
Jose Rodolfo Eichler (BRA)
Steifield trouxe os hodômetros Clain-Jones*, a última novidade na época, para adaptar nas bicicletas e medir com precisão o percurso. O Exército fez uma medição a laser na Av. Presidente Vargas, desde a esquina da Rio Branco até perto da Praça da República, e sinalizou com exatidão a distância de 1km. À meia-noite em ponto fizemos o percurso 4 vezes para aferir as bicicletas, e depois partimos para o Leme. Uma e meia da manhã começamos a percorrer o trajeto da maratona (do Leme, passando pelo Santos Dumont até a Perimetral pelo alto, retorno onde hoje é a cidade do samba, volta pelo Aterro, Av. Atlântica até o Leblon e retorno até a chegada no Leme).
A cada quilômetro parávamos e a marcação era feita pela bicicleta que tivesse ido mais longe, simulando as tangenciadas de meio-fio que os corredores fariam durante a prova. Tenho a honra de dizer que minha bicicleta sinalizou todos os marcos, pois os ciclistas profissionais de vez em quando aceleravam, e eu, o único amador, além de mais velho, fazia o percurso mais devagar e pensando o tempo todo como corredor a pé.
Chegamos de volta ao Leme às sete da matina. E ainda tive que pedalar até em casa, no Jardim Botânico. Confesso que naquele dia dormi o resto da manhã e a tarde toda!
* O hodômetro hoje se chama Jones/Oerth counter
José Rodolfo em foto de 2008...José Rodolfo coordenando medição da 92ª Corrida Internacional de São Silvestre 2016:
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quarta-feira, janeiro 30, 2019
Já entendi de ciclismo um dia... (2)
Uma Motobecane dos anos 70.
Se não é a minha, é a do Laurindo Leão.
O máximo para a época, equipamento Campagnolo.
Êta, saudades..
E a colinha que eu levava para as palestras que apresentava nas academias
para os triatletas, que liam Runner e outras revistas de corrida,
mas começaram a comprar revistas de ciclismo e não entendiam nada...
Se não é a minha, é a do Laurindo Leão.
O máximo para a época, equipamento Campagnolo.
Êta, saudades..
E a colinha que eu levava para as palestras que apresentava nas academias
para os triatletas, que liam Runner e outras revistas de corrida,
mas começaram a comprar revistas de ciclismo e não entendiam nada...
terça-feira, janeiro 29, 2019
Já entendi de ciclismo um dia... (1)
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A turma sabia nadar, e já estava dominando as técnicas da corrida. Yllen Kerr, sempre à frente de seu tempo, acabara de publicar o livro Corra para Viver:
Conheci o Werneck em 1963 na praia, no Castelinho. Era apenas uma praia boa,
sem Barril 1800, e frequentada por famílias locais e algumas pessoas de outros
bairros da Zona Sul, como eu. O Werneck estava começando no jornalismo,
e se aproximou do grupo quando nos viu jogando disco (frisbee),
ainda hoje jogado ali perto de onde o fazíamos há mais de 40 anos.
Veja abaixo as indicações no site dos especialistas no esporte.

E aqui eu e a turma jogando o disquinho na década de 60 no Castelinho.
Quando montamos a excursão da PUC à Europa (Jan e Fev 1966), ele me deu dólares
e pediu que lhe trouxesse um par de óculos escuros RayBan, moda na época.
Depois perdemos contato. Soube que ele jogava peladas no campo da família Porto
no Itanhangá, mas as poucas vezes em que lá estive não o vi.
Sua coluna Campo Neutro, publicada no JB (quando ainda era O JB!) tratava de futebol. Mas Werneck começou a se encantar pela corrida, e passei a vê-lo correndo
(tentando, no início...) em volta da Lagoa lá por 1977 ou 78.
Eu saia de casa, da minha ladeira no Jardim Botânico, por volta de 5:45h,
e ia até o a ponta do Leblon, onde um grupo formado pelo Yllen Kerr e
outros ciclistas partia para o Leme via praia (o Yllen na verdade já estava voltando,
pois morava no Leme). Voltávamos para o Leblon e eu voltava para casa,
não sem antes dar a volta da Lagoa e acenar para os madrugadores daquela época,
que eram poucos: o corredor Balthar, o José Rodolfo Eichler, o Edgard, a Lourdes,
o Matheus, o Alexandre de Medicis, o Canabrava, que confeccionou as primeiras
roupas para corrida no Brasil, a turma dos veteranos do remo
e alguns outros como o Werneck.
Campo Neutro, coluna do José Inácio Werneck
em 1983 no Jornal do Brasil
(clique na coluna para ler melhor)
em 1983 no Jornal do Brasil
(clique na coluna para ler melhor)
Quando ele escreveu sobre triatlo na coluna acima, enviei-lhe uma carta
(hoje seria e-mail ou WhatsApp e chegaria um pouco mais rápido...)
fazendo correções sobre sua interpretação da prova. Pronto, passei a ser
"um dos grandes especialistas do ciclismo no Brasil" segundo ele!
Com seu entusiasmo contagiante de sempre, me levava para dar palestras
para triatletas que pouco sabiam sobre a bicicleta e seus segredos:
(hoje seria e-mail ou WhatsApp e chegaria um pouco mais rápido...)
fazendo correções sobre sua interpretação da prova. Pronto, passei a ser
"um dos grandes especialistas do ciclismo no Brasil" segundo ele!
Com seu entusiasmo contagiante de sempre, me levava para dar palestras
para triatletas que pouco sabiam sobre a bicicleta e seus segredos:
Mas de ciclismo pouco entendiam, e eu dizia sempre que quem soubesse pedalar teria mais chances de ganhar o triatlo. E comecei a dar palestras sobre o assunto.
Mas vou falar mais disto em outro post.
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