
Falar o quê?
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Traduzir-se
Ferreira Gullar
Uma parte de mim é todo mundo:
outra parte é ninguém: fundo sem fundo.
Uma parte de mim é multidão
outra parte estranheza e solidão
Uma parte de mim pesa, pondera
outra parte delira
Uma parte de mim almoça e janta:
outra parte se espanta
Uma parte de mim é permanente
outra parte se sabe de repente
Uma parte de mim é só vertigem:
outra parte, linguagem
Traduzir uma parte na outra parte
— que é uma questão de vida ou morte —
será arte?
Maranhense fantástico. Único defeito: amigo do Sarna.
Mas quem escreve assim pode!
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Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Larry Grenadier-b, Jeff Ballard-d
Steve LaSpina-b, Terry Clarke-d
Mike LeDonne-org, Randy Johnston-gtr, Fukushi Tainaka-d
Nov 07 - Nov 12
Peter Washington-b, Kenny Washington-d
Nov 14 - Nov 19
2nd Week!
Peter Washington-b, Kenny Washington-d
Nov 21 - Nov 26
Birth of the Cool Suite
Dec 05 - Dec 10
Chris Potter-sax, Greg Osby-sax, Masabumi Kikuchi-p, Larry Grenadier-b
Dec 12 - Dec 17
David Williams-b, Lewis Nash-d
Dec 19 - Dec 24
Vincent Herring, sax, David Williams-b, Lewis Nash-d


Marina Colasanti
"Eu sei, mas não devia" - Editora Rocco, Rio de Janeiro, 1996
Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
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Que tal esse camelo?
Mas tem Colnago por 14.000, gente! É só procurar: