sábado, dezembro 13, 2014

O pau comendo e Dilma assina esta lei...

Pode conferir neste link:



Dia Nacional do Macarrão!!!
Clique na figura para ler melhor...



quarta-feira, dezembro 03, 2014

terça-feira, dezembro 02, 2014

segunda-feira, agosto 04, 2014

quarta-feira, julho 09, 2014

Podia dar certo?

Quem patrocinou:
Paulo Coelho, Lula e Ricardo Teixeira...

O logo:
Vamos combinar, péssimo!

Mascote:
Sinceramente, não podia dar certo.

sexta-feira, junho 27, 2014

Escoando a produção com agilidade

A FIFA é mesmo porreta!
Eis um banheiro na Arena da Baixada, em Curitiba.
Acelera o atendimento dos necessitados, porque oferece o dobro de vagas, e ainda permite aos usuários trocarem ideias sobre o jogo em andamento.

quinta-feira, junho 19, 2014

Maltratando o português

Vejam o cartaz oficial da Infraero selecionando proGetista...
.
Esta empresa, que seleciona técnico em estradas (?), 
é a que administra nossos aeroportos...

segunda-feira, junho 09, 2014

domingo, maio 18, 2014

Para rir um pouco... (dele, sempre dele)

Nós nunca tivemos problemas em andar a pé.
Vai a pé, vai descalço, vai de bicicleta, vai de jumento, 
vai de qualquer coisa.
Mas o que a gente está preocupado é que tem que ter metrô,
tem que ir até dentro do estádio? 
Que babaquice é essa?


Lula, sobre as várias formas de se ir assistir aos jogos da Copa

domingo, maio 11, 2014

Transporte público no Rio

Anos 50 e 60 (século passado)


 2014

Não reclama de hoje em dia não.
Olhe a Índia e pense onde podemos chegar!
Afinal também somos BRICS.
Mas a Rússia também é BRICS.
E olha o metro deles.
Tem até vagão museu!



sexta-feira, maio 09, 2014

Femmes françaises...

Os homens protegem os testículos desde 1874, mas só começaram a usar capacete em motos em 1974!

sábado, fevereiro 15, 2014

O Brasil que valia a pena (10)


OU ISTO OU AQUILO

Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e não guardo o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
  
Cecília Meirelles



O Brasil que dá pena (4)



Aula sobre o uso do singular e do plural (?)


quinta-feira, fevereiro 06, 2014

Drummond

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?


Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?


E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?


Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?


Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!


Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?


Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, janeiro 30, 2014

O grande Manoel de Barros

Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não uso das palavras
Fatigadas de informar.
Dou mais respeito
Às que vivem de barriga no chão
Tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou importância às coisas desimportantes
E aos seres desimportantes
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais do que as dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios
Amo os restos
Como boas moscas.
Queria que minha voz tivesse formato de canto
Porque não sou da informática
Eu sou da invencionática.
Só uso minhas palavras para compor meus silêncios.
Manoel de Barros

Luxo absoluto (2)

Sempre tenho confiança de que não serei maltratado na
porta do céu, e mesmo que São Pedro tenha ordem
para não me deixar entrar, ele ficará indeciso
quando eu lhe disser em voz baixa:
"Eu sou lá de Cachoeiro..."

Rubem Braga
 Rubem Braga por Portinari

Rubem Braga por Dorival Caymmi

terça-feira, janeiro 28, 2014

Grande sertão: veredas

A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros acho que nem não misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância. De cada vivimento que eu real tive, de alegria forte ou pesar, cada vez daquela hoje vejo que eu era corno se fosse diferente pessoa. Sucedido desgovernado. Assim eu acho, assim é que eu conto. O senhor é bondoso de me ouvir. Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data. O senhor mesmo sabe.
Guimarães Rosa

segunda-feira, janeiro 20, 2014

Londres 1920 e 2013

During the 1920s, cinematographer Claude Friese-Greene travelled 
across the UK with his new colour film camera. 
His trip ended in London.
Simon Smith captured every one of his shots, 
 standing in his footsteps, and using modern 
equivalents of his camera and lenses. 
This has revealed how little London has changed.

terça-feira, janeiro 14, 2014

Frases...

To steal ideas from one person is plagiarism. 
To steal from many is research.
Women will never be equal to men until they can walk down the street with a bald head and a beer gut, and still think they are sexy.
A diplomat is someone who tells you to go to hell in such a way that you look forward to the trip.

sexta-feira, janeiro 03, 2014

Manuel Bandeira


 Os sapos (final)

Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Verte a sombra imensa;

Lá, fugindo ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é

Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio.

1918

quinta-feira, janeiro 02, 2014

O Brasil que valia a pena (9)

Em pé, Paulo Mendes Campos e
Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta). 
Sentados: Rubem Braga,
José Carlos Oliveira, Vinicius de Moraes 
e Fernando Sabino.

Mário de Andrade

Do poema "As Enfibraturas do Ipiranga", em Paulicéia Desvairada (1922):

Os alicerces não devem cair mais!  
Nada de subidas ou de verticais!  
Amamos as chatezas horizontais!  
Abatemos perobas de ramos desiguais!  
Odiamos as matinadas arlequinais

Reveillon 2014 em Copacabana

Oba, não fui!

Troquei estas figuras grotescas acima por
música de verdade: