segunda-feira, dezembro 03, 2007

Para começar bem a semana

Gene Puerling é desses gênios que poucos conhecem: o maior arranjador vocal que já ouvi. Criou os Hi-Lo's, gravou 13 LPs e depois criou os The Singers Unlimited, seu segundo sucesso com conjuntos vocais.
Ouçam os Hi-Lo's com Frank Sinatra
numa gravação dos anos 50:


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domingo, novembro 11, 2007

Acho que vou virar monarquista

Como diz Lula, "Os pessoal tem que respeitar o Chavez".
Mas Chavez não respeita ninguém. Pois o Rei Juan Carlos da Espanha deu uma dura no pândego da Venezuela, que interrompia a toda hora o primeiro-ministro Zapatero na cúpula íbero-americana no Chile:
Por que no te callas?



Acho que vou virar monarquista. Claro, só com esse rei.

PS. Eu disse e reafirmo que não falo mais de política,
mas o post acima eu classifico como humor.

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sábado, novembro 10, 2007

'S Wonderful

Para completar o fim de semana com muito romantismo:



Cena final do excelente filme de Stanley Donen
Funny Face (1957)
, com Audrey Hepburn e Fred Astaire.
postei anteriormente sobre este filme.
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sexta-feira, outubro 12, 2007

Outro privilégio

Fui ao MAM ver a inauguração da exposição O Mito,
com fotos que Bert Stern tirou em Los Angeles de Marilyn Monroe poucos dias antes de sua morte.

Pois burrocratas da alfândega quase melaram a mostra!
A abertura da exposição, marcada para terça-feira passada no Museu de Arte Moderna do Rio teve que ser adiada porque as obras ficaram presas no aeroporto de Cumbica em São Paulo. Segundo o curador da mostra, Geraldo Jordão Pereira, os fiscais da alfândega não consideraram as 62 fotografias como obras de arte e desaprovaram a forma como os quadros foram trazidos ao Brasil. “Essa atitude é de um atraso que chega a me causar espanto”, afirmou o curador. “Os fiscais da alfândega estão exigindo o pagamento de uma taxa, pois não consideram as fotos como obras de arte, que podem ser transportadas sem a cobrança”, explicou Geraldo, que entrou com uma liminar na Justiça para que as imagens fossem liberadas.
Os caras nem consideraram a finalidade filantrópica da exposição.
A renda da bilheteria será revertida para o Instituto Rio,
do qual Geraldo é o presidente executivo.
Abaixo fotos do catálogo da exposição,
cuja venda também reverte para o Instituto:

Geraldo fundou o Instituto Rio ao criar o Fundo Vera Pacheco Jordão com uma doação pessoal. Leia mais sobre o Instituto e se surpreenda com seu alcançe e objetivos. E pense que tipo de gente que trabalha na Alfândega é capaz de barrar uma iniciativa dessas.
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sexta-feira, setembro 28, 2007

Para o Observador


My Foolish Heart
Bill Evans
(ele sabe o porquê do título da música)
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sábado, setembro 01, 2007

Chega de saudade

Sim, chega.



Ele, Tom Jobim, no Canadá.
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quinta-feira, agosto 30, 2007

E para inaugurar a nova fase...


Meu ídolo Bill Evans e o flautista Herb Geller.
Show de talento e sensibilidade.


Bill Evans nasceu em 1929 e começou a estudar piano aos 6 anos de idade. Estudou também flauta e violino. Tocou com grandes nomes do jazz como Miles Davis, John Coltrane, Cannonball Adderley, Charles Mingus, Art Farmer, Stan Getz, Oliver Nelson, George Russell, Shelley Manne, Jim Hall, Toots Theielmans e J.J. Johnson. Seus trios ficaram famosos, ora com Paul Motian e Scott LaFaro, ora com Eddie Gomez e Marty Morell, Philly Joe Jones ou Jack DeJohnette. Seu último trio foi formado em 1978 com Marc Johnson e Joe LaBarbera. Morreu em 1980 vítima de drogas. Pena!


quarta-feira, junho 06, 2007

Não discuto gosto musical

Apenas uma vez discuti com alguém sobre gosto musical.
Lá se vão mais de 30 anos.
Foi a primeira e última vez.
Quando eu tinha 13 anos meu pai foi fazer pós-graduação nos States, década de 50, e todos que iam eram quase que obrigados a trazer na volta as novidades musicais do momento, já que essas demoravam quase um ano para chegar ao Brasil. Na época, era moda e quase todos tinham que trazer um disco novo do Elvis. E foi o que os meus amigos ficaram buzinando na minha cabeça durante aquele longo ano em que o velho ficou por lá com minha mãe.
Pois na volta meus pais trouxeram a minha encomenda: os três LPs do concerto de 1938 do Benny Goodman no Carnegie Hall, além do LP da orquestra do Les Brown. Meus amigos não entenderam nada.

Em 1959 me matriculei na academia do Carlos Lyra e fui aprender violão, pois a bossa nova já tinha me fisgado desde o LP Chega de Saudade do João Gilberto em 1958. Meus amigos ainda ouviam rock com Elvis, ou então Little Richard e talvez um twist com Chubby Checker.
Em 1966 fui à Europa, naquela viagem clássica de dois meses que muitos formandos faziam quase ao final de sua graduação. Na PUC-Rio era moda. Beatles comendo solto em toda parte.
Todos compraram os LPs do quarteto, e eu também trouxe os meus LPs, mas de outro inglês: a super orquestra de jazz do Ted Heath.

E em 1967, plena época do iê-iê, com aqueles idiotas Roberto Carlos, Erasmo e Carlos Imperial, só para citar pouco para não trancar o meu teclado, eu participava do Musicanossa, encontros musicais num Teatro em Ipanema, onde só tocavam feras e que revelou muita gente tocando pela primeira vez no Rio, como Egberto Gismonti. E também era sócio do Clube do Jazz e Bossa, encontros no Teatro Casa Grande liderados pelo Jorginho Guinle, e onde só tocava gente do 1o. time. Foi lá que MIlton Nascimento apresentou pela primeira vez suas músicas que ganharam o Festival. Ele de camiseta furada, pois era mais duro que pão dormido. E os cobras do jazz tocavam lá todas as semanas de graça.Em 1978 fui a trabalho a Nova Iorque, e para sorte minha meu ídolo Bill Evans tocava no Blue Note. Assisti tudo que pude, saindo de lá sempre de madrugada. Quando cheguei no Rio o pessoal perguntou se eu tinha ido nas boates da moda (Studio 54 etc). Sorri.

Isso tudo porque em sites de gente do melhor calibre vi citações sobre a música do Jethro Tull. Confesso que não sabia quem era, e fui na Amazon ouvir trechos das músicas do grupo. Ouvi mais de 20, incluindo a música recomendada Thick as a brick. Desculpem-me os amigos que gostam, mas não faz a minha cabeça. Melhor, os meus ouvidos. Tô fora.

Ouvi, não fiquei satisfeito, e fui botar para tocar:
Thick as a solid wall, made of hundreds of bricks.
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sexta-feira, maio 25, 2007

Eles (3)


Não: devagar.
Devagar, porque não sei
Onde quero ir.
Há entre mim e os meus passos
Uma divergência instintiva.
Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde à realidade.

Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)
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Eles (2)

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

Carlos Drummond de Andrade

Eles (1)

Havia um muro alto entre nossas casas.
Dif
ícil de mandar recado para ela.
N
ão havia e-mail.
O pai era uma on
ça.
A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por um cord
ão
E pinchava a pedra no quintal da casa dela.
Se a namorada respondesse pela mesma pedra
Era uma gl
ória!
Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da goiabeira
E ent
ão era agonia.
No tempo do on
ça era assim.

Manoel de Barros

quinta-feira, maio 10, 2007

Lirismo e inteligência

Poeminho do Contra

Todos esses que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!


Mário Quintana
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domingo, abril 22, 2007

Fernando Pessoa no domingo

MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Se soubessem que esta colônia ia ficar
como está hoje, teriam se sacrificado tanto?

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sexta-feira, abril 20, 2007

Faça o que digo, mas não o que faço...

Num debate na rádio CBN entre Cony e o colunista Artur Xexéo, mediado pelo radialista Heródoto Barbeiro, depois de tentar explicar (sem ter explicado) o pedido indenização recebido de mão beijada, Cony foi interpelado à queima-roupa por Xexéo:

- Esses 19 mil reais serão pagos de uma só vez ou será mensal?

Cony, sem graça e tentando se esconder atrás do telefone, falou gaguejando e baixinho, para que poucas pessoas ouvissem:

- É... é mensal.

Enquanto a maioria dos brasileiros paga Imposto de Renda, a Lei 10.559 isenta os anistiados de pagamento de impostos. Mais de 4 mil pessoas recebem pensão do governo federal nessas condições, entre os quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras figuras proeminentes da República. Um privilégio injusto com os milhões de brasileiros que são tributados na fonte, pois a indenização é considerada uma renda.

Quer entender melhor?


Quer entender melhor ainda?

Me recuso a acreditar em qualquer ser humano que tomando alguma espécie de poder esteja realmente disposto a abrir mão dele. Millor

Nunca ninguém perdeu dinheiro investindo na desonestidade. Millor

Ou ainda citando Millor no seu blog:
Guerrilheiro que pede indenização não fazia guerrilha,
mas investimento.
A frase é quase essa, mas o sentido é esse.

sábado, março 17, 2007

E minhalma - anoitecendo

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Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
O Brasil politicando,
Nossa! A poesia morrendo...
O sol tão claro lá fora,
O sol tão claro, Esmeralda,
E em minhalma — anoitecendo!

Manuel Bandeira
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terça-feira, março 13, 2007

Voltinha matinal na floresta

Em plena floresta

Calma. Só dei uma voltinha no Jardim Botânico.
E lavei o rosto ao final da caminhada.
Tô pronto pro dia!
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sábado, março 03, 2007

A História explica (2)

Leia antes a postagem anterior

Só para lembrar: Os trechos a seguir também são do livro Stalin, triunfo e tragédia, volume 1 (1879-1939), de Dmitri Volkogonov (1928-1995), coronel-general do exército soviético e oficial da arma de propaganda que teve total acesso aos arquivos do Partido Comunista da URSS.


Estilo e forma de gestão

Stalin concordou com o extermínio de pessoas, evidenciando excepcional e aterradora falta de sentimentos. Listas imensas de indivíduos e grupos eram a ele enviadas.

(...) ele sancionou a execução de seu ex-assistente, A. Nazaretyan, do ex-secretário de Lênin, N. Gorbunov, de seu amigo e ex-secretário do comitê executivo central, A. Yenukidze, de A. Kosarev, a quem ele mesmo descrevera como "líder autêntico da juventude," de seu próprio tutor filosófico, Jan Sten, de A. Solts, com quem partilhou a clandestinidade pré-revolucionária, de Semen Uritsky, oficial de informações por ele muito considerado, de L. Karakhan, ex-vice-comissário do povo de Relações Exteriores, que o Secretário-Geral apresenta­va como exemplo para os outros, de Ya. Agranov, um chekista e antigo amigo, de A. Bubnov, ao lado de quem cumpriu as ordens de Lênin durante a guerra civil, de I. Vareikis, "um bolchevique duro," em suas próprias palavras, e concordou com a prisão de G. Broido, seu ex-vice no comissariado para as Nacionalidades.

A liberdade não tinha grande prioridade no credo bolchevique.

Caráter impiedoso

O fluxo constante de relatórios, que se transformou em avalanche, teria afeta­do o moral de qualquer pessoa, aterrorizando-a e abalando-lhe o íntimo. Stalin, no entanto, no auge da repressão, não deixou de ir ao teatro, de assistir filmes em sua dacha, de receber os comissários, de expedir decretos e outros documentos, de organizar ceias à meia-noite, de ditar cartas, de comentar os artigos do Pravda e do Bolshevik. Mesmo que acreditasse piamente que o terror estava eliminando inimi­gos reais do povo, ainda assim surpreende ao extremo sua falta absoluta de senti­mentos e sua crueldade. Ele ficava observando enquanto Ulrikh assinava centenas e centenas de sentenças de morte com total indiferença, um juiz desprovido de emoções, ideal para Stalin e componente vital da guilhotina.

Stalin criou uma imagem idealizada de que não sabia de nada...

Stalin também se preocupou bastante para que seu nome não aparecesse sancionando as "punições de mais alto grau." Existem muitas cartas endereçadas a ele, bem como a Voroshilov, Molotov e outros, implorando clemência. Todos os que escreveram tais cartas pereceram. Uma vez que elas eram freqüentemente lidas sem que fossem rubricadas ou assinadas, Stalin deve ter optado por proferir oral­mente sua decisão e, em alguns casos, não autorizar em absoluto a revisão de um caso, de vez que a sorte do solicitante já estava de qualquer forma decidida. Foi esta ocultação de seu papel que levou à lenda, ainda hoje vigorante, de que "ele nada sabia" da repressão. Somente a ignorância da situação real pode explicar a ingenuidade de D.A. Lazurkina, uma bolchevique da velha-guarda, que disse no XXIIo. Congresso, em 1961, que, durante todo o tempo em que esteve na prisão ou em campos de concentração, jamais blasfemou contra Stalin: "Ao longo de todo aquele período, defendi Stalin, a quem outros presos e companheiros acusavam. Eu dizia para eles: 'Não, não é possível que Stalin tenha permitido o que está acontecendo no partido. Não é possível.'"

Este post e o anterior te lembram alguém?
Cartas para a redação...
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A História explica

Vejo gente inteligente que não entende o que está acontecendo, e ainda está iludida. São bem intencionados, esperançosos, de boa índole e corretos, mas sua ingenuidade me dá pena. Minha recomendação é que estudem História. Nada melhor para entender os fatos do mundo de hoje compreendendo os fatos do mundo de sempre.

Os trechos a seguir são do livro Stalin, triunfo e tragédia, volume 1 (1879-1939), de Dmitri Volkogonov (1928-1995), coronel-general do exército soviético e oficial da arma de propaganda que teve total acesso aos arquivos do Partido Comunista da URSS. Li-o e recomendo os dois volumes a todos.

(Em itálico esclarecimentos que eu acrescentei.)

Início

Nasceu em 1879, filho de um sapateiro que bebia demais e de mãe analfabeta.Em 1917, aos 37 anos de idade, morava em Stylaya Kureika, no Círculo Ártico.

Background

Durante o período imediatamente após a revolução de 1905, alguns dos membros mais radicais da ala bolchevique indicam que "o militante caucasiano Djugashvili (Stalin)" participou de diversos roubos, se não diretamente, pelo menos como um dos organizadores. Em especial, Martov assevera que o ataque particularmente audacioso, em 1907, aos cossacos que faziam a escolta de um carregamento de dinheiro em Tiflis "não daria certo sem Stalin." Roubaram cerca 1 de 300 mil rublos. Martov escreveu: "Os bolcheviques caucasianos se envolveram em diversas e ousadas empreitadas de natureza expropriatória: o sr. Stalin sabe disso e ele foi certa vez expulso do partido por seu comprometimento em expropriações."

A falta de qualquer atividade criativa ou social durante aquele período relativamente longo (um dos exílios) é prova de sua depressão mental. Ao longo de quatro anos, com acesso a uma biblioteca e muito tempo livre, Stalin não fez esforço algum para empreender qualquer ação séria. Ocorre que ele se comportara exata­mente do mesmo modo durante dois períodos distintos de exílio, em 1908 e 1910, em Solvychegodsk.

Formação

Chegava (Stalin) aos quarenta anos de idade e seu futuro permanecia nebuloso. Não tinha qual­quer qualificação ou experiência profissional, praticamente não trabalhara um dia sequer. Durante trinta anos, o país e o partido seriam governados por um homem sem profissão e sem habilitações, a menos que seja considerada profissão a meia-formação de padre. Molotov, pelo menos, completou o curso secundário, e Malenkov, que largou a universidade, desde cedo revelou-se um apparatchik assíduo da máquina do partido. Stalin, diferentemente de Kaganovich, era incapaz de consertar até um par de sapatos. O espaço para "profissão ou habilitação" dos formulários policiais era sempre preenchido com "empregado de escritório."

E Stalin chega lá...

A despeito de suas "imperfeições", Stalin tinha algo que faltou aos outros, isto é, a possibilidade de usar o aparelho do partido ao máximo em benefício próprio. O aparato era, na sua visão, o instrumento ideal do poder. E nem todos os bolcheviques tinham ouvido o alerta de Lênin sobre Stalin.

“Tendo se tornado Secretário-Geral, o camarada Stalin concentrou ilimitado poder em suas mãos, e não estou muito certo de que ele sempre usará tal poder com cuidado suficiente.” Lênin, Carta ao Congresso

Por que era poderoso?

De onde provinha o "ilimitado poder" do Secretário-Geral? Ele era responsável por todos os problemas correntes, muitos deles de interesse vital para o partido. Mas seu poder principal resultava de ter o comando da seleção e promoção de membros do partido para o centro e para as localidades. Isso significava milhares de membros. De início, a maioria das pessoas não viu as possibilidades ligadas à distribuição de funcionários do partido. Stalin, no entanto, logo fez a conexão entre aparato e partido.


sexta-feira, março 02, 2007

Aliás, no meio do caminho tinha...

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

    Carlos Drummond de Andrade © Graña Drummond

domingo, fevereiro 25, 2007

Quando crescer quero ser M de B! (2)

"Nascera engrandecido de nadezas"


"Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas
leituras não era a beleza das frases, mas a doença
delas.
Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor,
esse gosto esquisito.
Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
- Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável,
o Padre me disse.
Ele fez um limpamento em meus receios."


Manuel de Barros
Mundo Pequeno, do livro "O livro das ignorãças"
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domingo, fevereiro 11, 2007

Carnaval e Jazz juntos

Hoje sai o Suvaco do Cristo.
Anos atrás era apenas um grupo alegre de gente do bairro que se concentrava no Bar Jóia, pé-sujo que fica na esquina das ruas Faro e Jardim Botânico, perto da ABBR e do Hospital da Lagoa. Saiam pela Jardim Botânico, subiam a Lopes Quintas, desciam a rua Corcovado e pegavam Pacheco Leão, muro de trás do Jardim Botânico.
Mas cresceu demais. Hoje pela manhã sai cedo e voltei antes das 10h, pois a Jardim Botânico está cheia de banheiros químicos, gente estranha vendendo cerveja em isopores imensos, concentração ainda começando e alguns já bêbados (não vão nem sair do Jóia!).
O carro de som já está tocando músicas(?) ensurdecedoras.
Catadores de lata vasculham a rua, e não dá nem tempo do folião acabar de beber e o cara já tá pedindo a latinha.
Vai ser como no ano passado...
Estou a quase 1 km da rua Jardim Botânico, mas ouço ao longe o ruído do carro de som e do pessoal uivando junto.
Devem seguir do Jóia até a praça Santos Dumont
(praça do Jóquei), onde a folia termina.
foto Eva Hocks
Os moradores já estão encurralados, pois carro agora só passa depois que acabar o desfile, lá para 15 ou 16h. No ano passado, ao término do desfile, bandos de foliões "invadiram" o Shopping da Gávea, na rua Marquês de São Vicente, e usaram os sanitários para devolver o que haviam bebido. E como não havia pinico para todos, muitos fizeram xixi nos corredores, sem que a segurança desse conta de afastá-los. O próprio Jardim Botânico teve que fazer uma faxina interna depois que o bloco passou, pois jogaram garrafas, latas e outras coisas pelas grades da frente!
Ainda bem que os odores do desfile não chegam até aqui,
só aquele chiado do carro de som.
Mas e o jazz? Ah, janelas fechadas, ar condicionado ligado e o terceiro volume da coleção Jazz: um filme de Ken Burns em DVD. Afinal, um pouquinho de Duke Ellington, depois Dizzie, Bird, Brubeck e Miles reconforta qualquer um. Tá bom, reconforta alguns. Os outros desceram a rua para pular com o Suvaco.
Alôoo Suvaco...

Alô Miles Davis, alô Charlie Parker!
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Jazz gostoso na véspera do carnaval

Nelson Amorim é um pianista conhecido no Rio de Janeiro. Aposentado como analista de sistemas do antigo Banerj, é autodidata, pai do guitarrista Marcos Amorim, e já tocou com grandes músicos de jazz. Fez parte do Knights of Karma, conjunto do Szpilman de anos atrás. Ontem tocou com seu irmão e baixista Renato, junto com Marcos Szpilman (que é cirurgião plástico!) e Isaías na bateria no Armazém Digital no Leblon.
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Standards do jazz tocados sem improvisos em excesso, como ressaltou o Szpilman, e platéia que entende do assunto e gosta de ver músicos amadores tocando feito grandes profissionais.
A surpresa da noite foi o gaitista Otávio Castro, filho de Everardo Magalhães Castro, (advogado, ex-deputado) pianista de jazz e compositor clássico, e um dos fundadores do Clube de Jazz e Bossa dos anos 50 e 60 no Rio
(do qual fui sócio).
A dose será repetida no sábado dia 17 no Armazém Digital de Itaipava (Shopping Estação de Itaipava). Vou.
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sábado, fevereiro 10, 2007

GRP all-stars live

Gente, um DVD ficou perdido na foto da postagem anterior, entre o Lush Life e o Keith Jarrett no Open Theater: é o GRP All-stars live, gravado em 1985 em Los Angeles.

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Só tem fera: Dave Grusin, Abraham Laboriel (que baixista!), Lee Ritenour e alguns convidados. Um deles é Ivan Lins, recebido como uma diva, tocando e cantando Antes que seja tarde.

Antes Que Seja Tarde
(Ivan Lins / Vitor Martins)

Com força e com vontade
A felicidade há de se espalhar
Com toda intensidade
Háa de molhar o seco
De enxugar os olhos
De iluminar os becos
Antes que seja tarde
....
Há de rasgar as trevas
E abençoar o dia
E de guardar as pedras
Antes que seja tarde
...
Há de mudar os homens
Antes que a chama apague
Antes que a fé se acabe
Antes que seja tarde.
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Para o sábado ser mais ameno

Na estante de jazz tenho algumas preciosidades:
filmes sobre jazz, concertos com Bill Evans,
Keith Jarrett, concertos no Carnegie Hall...
Mas esta é uma recomendação muito boa:
Nos comentários da Amazon, um cara escreveu:
- Lush Life is simply the best Jazz-driven movie ever made.
Se puder assití-lo, não deixe de.
Ambientado em Nova Iorque, tem mais jazz tocado do que qualquer outra coisa: ensaios, shows, festas de casamento, música no museu. E uma festa ao final que é de babar...
Forest Whitaker e Jeff Goldblum convencem como músicos que vivem de um ensaio para outro, gravação de comerciais, festas etc. E Kathy Bates está ótima como sempre (dublada por Sue Raney quando canta). Jack Sheldon, um trompetista da pesada, faz um papel como Norman. E os fantásticos arranjos são de Lennie Niehaus, que foi arranjador da orquestra de Stan Kenton, e que ganhou o Emmy de 1994 com as músicas deste filme. Lennie é o arranjador preferido do Clint Eastwood (em filmes como The bridges of Madison County e Bird, este sobre a vida de Charlie Parker).
Tá de bom tamanho, né gente?
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terça-feira, fevereiro 06, 2007

Ouvindo no momento

Para ouvir, se deliciar e aprender sempre.
No momento estou ouvindo a história de Miles Davis.

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segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Para a semana inteira ser boa

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OU ISTO OU AQUILO

Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e não guardo o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Cecília Meirelles

desenho de Apard Szènes

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Para começar bem a semana


Desejo a você...

Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade

Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho

Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel...
E muito carinho.....

Carlos Drummond de Andrade

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quinta-feira, janeiro 25, 2007

25 de janeiro devia ser Feriado Nacional

Porque ele nasceu no dia 25 de janeiro de 1927.
Regendo a natureza!Chico Buarque na música "Paratodos":

"O meu pai era paulista
Meu avô pernambucano
O meu bisavô mineiro
Meu tataravô baiano
Meu maestro soberano
Foi Antonio Brasileiro..."

Salve, maestro !
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sexta-feira, janeiro 19, 2007

Uma manhã radiante

Tava querendo andar um pouco.
Ver natureza, verde, luz, num lugar tranquilo e silencioso.
Onde? Claro, JBRJ (Jardim Botânico do Rio de Janeiro).
Entrei pelos fundos, portão da rua Pacheco Leão
(apenas para quem é sócio da Associação de Amigos do JB).
Dobrar à direita e atravessar a ponte.
Novo Bromeliário ao fundo.
E depois ver a fonte. No caminho...
Mais de pertinho...
A fonte.
Passadinha obrigatória: Salve, maestro!
Na volta para o portão dos fundos, um jacú!
Pronto, quarenta minutos de caminhada, refeito para a vida!
Voltar para casa, pois o pôr-do-sol de hoje
lá na varanda pode repetir o de ontem.
Êe treim bão...