segunda-feira, agosto 04, 2014
quarta-feira, julho 09, 2014
Podia dar certo?
Quem patrocinou:
Paulo Coelho, Lula e Ricardo Teixeira...
O logo:
Vamos combinar, péssimo!
Mascote:
Sinceramente, não podia dar certo.
sexta-feira, junho 27, 2014
Escoando a produção com agilidade
A FIFA é mesmo porreta!
Eis um banheiro na Arena da Baixada, em Curitiba.
Acelera o atendimento dos necessitados, porque oferece o dobro de vagas, e ainda permite aos usuários trocarem ideias sobre o jogo em andamento.
quinta-feira, junho 19, 2014
Maltratando o português
Vejam o cartaz oficial da Infraero selecionando proGetista...
.
Esta empresa, que seleciona técnico em estradas (?),
é a que administra nossos aeroportos...
é a que administra nossos aeroportos...
segunda-feira, junho 09, 2014
domingo, maio 18, 2014
Para rir um pouco... (dele, sempre dele)
Nós nunca tivemos problemas em andar a pé.
Vai a pé, vai descalço, vai de bicicleta, vai de jumento,
vai de qualquer coisa.
Mas o que a gente está preocupado é que tem que ter metrô,
tem que ir até dentro do estádio?
Que babaquice é essa?
Lula, sobre as várias formas de se ir assistir aos jogos da Copa
domingo, maio 11, 2014
Transporte público no Rio
Anos 50 e 60 (século passado)
2014
Não reclama de hoje em dia não.
Olhe a Índia e pense onde podemos chegar!
Afinal também somos BRICS.
sexta-feira, maio 09, 2014
sábado, fevereiro 15, 2014
O Brasil que valia a pena (10)
OU ISTO OU AQUILO
Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o
anel,
ou se põe o anel e não se calça a
luva!
Quem sobe nos ares não fica no
chão,
Quem fica no chão não sobe nos
ares.
É uma grande pena que não se
possa
estar ao mesmo tempo em dois
lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro o
doce,
ou compro o doce e não guardo o
dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou
aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se
estudo,
se saio correndo ou fico
tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou
aquilo.
Cecília Meirelles
quinta-feira, fevereiro 06, 2014
Drummond
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Carlos Drummond de Andrade
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, janeiro 30, 2014
O grande Manoel de Barros
Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não uso das palavras
Fatigadas de informar.
Dou mais respeito
Às que vivem de barriga no chão
Tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou importância às coisas desimportantes
E aos seres desimportantes
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais do que as dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios
Amo os restos
Como boas moscas.
Queria que minha voz tivesse formato de canto
Porque não sou da informática
Eu sou da invencionática.
Só uso minhas palavras para compor meus silêncios.
Manoel de Barros
Luxo absoluto (2)
Sempre tenho confiança de que não serei maltratado
na
porta do céu, e mesmo que São Pedro tenha ordem
para não me deixar entrar, ele ficará indeciso
quando eu lhe disser em voz baixa:
"Eu sou lá de Cachoeiro..."
Rubem Braga
Rubem Braga por Portinari
Rubem Braga por Dorival Caymmi
terça-feira, janeiro 28, 2014
Grande sertão: veredas
A lembrança da vida da gente se guarda
em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros acho
que nem não misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa
importância. De cada vivimento que eu real tive, de alegria forte ou pesar,
cada vez daquela hoje vejo que eu era corno se fosse diferente pessoa. Sucedido
desgovernado. Assim eu acho, assim é que eu conto. O senhor é bondoso de me ouvir.
Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de
recente data. O senhor mesmo sabe.
Guimarães Rosa
segunda-feira, janeiro 20, 2014
Londres 1920 e 2013
During the 1920s, cinematographer Claude Friese-Greene
travelled
across the UK with his new colour film camera.
His trip ended
in London.
Simon Smith captured every one of his shots,
standing in his footsteps, and using modern
equivalents of his camera
and lenses.
This has revealed how little
London has changed.
terça-feira, janeiro 14, 2014
Frases...
To steal ideas from
one person is plagiarism.
To steal from many is research.
Women will never be
equal to men until they can walk down the street with a bald head and a beer
gut, and still think they are sexy.
A diplomat is someone
who tells you to go to hell in such a way that you look forward to the trip.
sexta-feira, janeiro 03, 2014
Manuel Bandeira
Os sapos (final)
Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Verte a sombra imensa;
Lá, fugindo ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é
Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio.
1918
quinta-feira, janeiro 02, 2014
O Brasil que valia a pena (9)
Em pé, Paulo Mendes Campos e
Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta).
Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta).
Sentados: Rubem Braga,
José Carlos Oliveira, Vinicius de Moraes
José Carlos Oliveira, Vinicius de Moraes
e Fernando Sabino.
Mário de Andrade
Do poema "As Enfibraturas do Ipiranga", em Paulicéia Desvairada (1922):
Os alicerces não devem cair mais!
Nada de subidas ou de verticais!
Amamos as chatezas horizontais!
Abatemos perobas de ramos desiguais!
Odiamos as matinadas arlequinais
Os alicerces não devem cair mais!
Nada de subidas ou de verticais!
Amamos as chatezas horizontais!
Abatemos perobas de ramos desiguais!
Odiamos as matinadas arlequinais
terça-feira, dezembro 31, 2013
sábado, dezembro 28, 2013
Luxo absoluto (1)
Mário de Andrade por Anita Malfatti
.
Mário de Andrade por Portinari
.
Mário de Andrade por Lasar Segall
.
Mário de Andrade por Tarsila do Amaral
sexta-feira, dezembro 27, 2013
O Brasil que valia a pena (6)
Anita Malfatti, Mário de Andrade, Oswald de Andrade,
Menotti del Picchia e Tarsila do Amaral.
Anita Malfatti, O grupo dos cinco, 1922, tinta de caneta e lápis de cor sobre papel
Juca Mulato
Amor?
Receios, desejos,
promessas de paraísos,
depois sonhos, depois risos,
depois beijos!
Receios, desejos,
promessas de paraísos,
depois sonhos, depois risos,
depois beijos!
Depois...
E depois, amada?
Depois dores sem remédio,
depois pranto, depois tédio,
depois... nada!
E depois, amada?
Depois dores sem remédio,
depois pranto, depois tédio,
depois... nada!
.
Menotti Del Picchia, Juca Mulato (Lamentação 1), 1917
sexta-feira, dezembro 20, 2013
Feliz Natal, gente!
Feliz Natal para os 3 1/2 leitores deste blog!
Já em certo país da América do Sul...
O Brasil que valia a pena (2)
Cobertura de Rubem Braga em Ipanema:
Drummond, Vinícius, Manuel Bandeira,
Mario Quintana e Paulo Mendes Campos
.
.
É só abrir a porta e viajar
Que ideia diferente.
É só abrir a porta e viajar pela Europa.
(bem, em Paris, pelo menos...)
sábado, dezembro 14, 2013
segunda-feira, dezembro 02, 2013
Na Suécia é assim
.
Na Suécia, o ministro do Supremo Tribunal vai para o trabalho de bicicleta
e metro, não tem apartamento funcional, nem secretária e nem assessores.
Já num país rico da América do Sul a coisa é diferente...
segunda-feira, setembro 23, 2013
sábado, setembro 21, 2013
Um pouco de hard bop
Em contraposição ao west coast (cool jazz), suave, surgiu o hard bop, e Pepper Adams (1930/1986), "A Faca" (The Knife), foi um dos seus melhores músicos. Como gosto muito de sax barítono, ai vai Pepper Adams durante um tour pela Inglaterra, tocando com o trio de John Horler. Enjoy.
.
Roque roque in Rio? Tô fora!domingo, setembro 15, 2013
sábado, agosto 31, 2013
A hostilidade gradual das coisas
Sempre achei que coincidências não existem. Pelo menos em relação a objetos e máquinas. Vejam só o que aconteceu nestas duas semanas aqui em casa: a máquina de lavar pratos parou de funcionar e teve que ser retirada para a oficina. O cano da pia da cozinha furou. Nossa empregada faltou durante 10 dias (dengue). Tive que desmontar o ventilador do escritório, pois um fio se partiu dentro dele. As fechaduras do apartamento, tanto a dos fundos como a da frente, quebraram no mesmo dia, e tive que trocá-las com o mesmo chaveiro naquele dia (quase ficamos na rua). O aspirador de pó portátil começou a exalar um cheiro de queimado.
Fui procurar uma explicação científica para o fato.
Achei-a.
O efeito Clark-Trimble ou
a Hostilidade Gradual das Coisas
a Hostilidade Gradual das Coisas
.
Clark-Trimble foi um eminente psicólogo de Cambridge. Durante uma pesquisa sobre a relação entre períodos do dia e temperamento humano, chegou à conclusão de que a baixa dinâmica humana no início do dia não era suficiente para explicar a hostilidade aparente das coisas à mesa de café da manhã - o modo como o mel gruda entre os dedos, a dificuldade de abrir o jornal etc. Ele apresentou em 1935, perante a Royal Society em Londres, a experiência que finalmente confirmou sua visão. Clark-Trimble organizou quatrocentos tapetes arrumados por ordem de qualidade, desde uma esteira grossa e barata até a caríssima seda chinesa. Então classificou, pesou e mediu pedaços de torrada com geléia, e derrubou-as sobre cada pedaço de tapete, analisando estatisticamente a incidência de fatias que caíram com a geléia para baixo. As torradas caíram sempre com a geléia para cima nos tapetes mais baratos, exceto quando o tapete barato foi separado do resto (nesses casos a torrada não sabia que Clark-Trimble tinha outros tapetes melhores), e caíram sempre com a geléia para baixo na seda chinesa. Mais notável de tudo, a incidência de geléia para baixo variou exatamente com a qualidade de tapete.
O sucesso destas experiências despertou a atenção Clark-Trimble para outras pesquisas sobre resistentia, um fato que foi diretamente responsável pelo fim trágico e súbito de sua carreira, quando pisou em um ancinho na Escola de Agronomia de Cambridge.
O sucesso destas experiências despertou a atenção Clark-Trimble para outras pesquisas sobre resistentia, um fato que foi diretamente responsável pelo fim trágico e súbito de sua carreira, quando pisou em um ancinho na Escola de Agronomia de Cambridge.
Também Noys e Crangenbacker fizeram um trabalho nessa área nos EUA. Noys realizou milhares de experiências nas quais pessoas de todas as idades e sexo, sentadas em cadeiras de todos os tipos e feitios, deixavam cair um lápis no chão. Em apenas três casos o lápis caiu ao alcance das pessoas. Já o trabalho de Crangenbacker se situa mais no campo social-industrial, em problemas específicos como se um trem ou metrô pararão com a porta defronte a você em uma plataforma lotada, ou se haverá uma caixa de correio no seu lado da rua quando você quer postar algo.
Ah, minha obturação de ouro do molar caiu na quinta-feira.
Quase engoli a dita.
Ver mais em Winner, Langdon, Autonomous Technology:
Technics-out-of-Control as a Theme in Political Thought :"Other adherents to the doctrine of technological autonomy have included Thomas Carlyle, Charles Dickens, Ralph Waldo Emerson, Nathaniel Hawthorne, Henry Thoreau, Mark Twain, Henry Adams, John Ruskin, William Morris, George Orwell and Kurt Vonnegut" (Winner 1977, p. 19)
Quase engoli a dita.
Ver mais em Winner, Langdon, Autonomous Technology:Technics-out-of-Control as a Theme in Political Thought :"Other adherents to the doctrine of technological autonomy have included Thomas Carlyle, Charles Dickens, Ralph Waldo Emerson, Nathaniel Hawthorne, Henry Thoreau, Mark Twain, Henry Adams, John Ruskin, William Morris, George Orwell and Kurt Vonnegut" (Winner 1977, p. 19)
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